domingo, 10 de junho de 2012

Era um vez...

Era uma vez...
Era uma vez..
Era uma vez uma história 
Era uma vez uma história 
e dentro da história 
tinha outra história 
Era uma vez
Dentro da história
da história da história 
Tinha uma porção de história 
Era uma vez...
Era uma vez...
Era um vez...
Era uma vez uma história
e dentro da história tinha outra história
e dentro da história da história tinha uma porção de história
Quem conto ?Quem contou foi certo velho, certo dia em certa estrada na qual fazia seu caminho em tempos muito passados
Lembranças boa guardei,tique por tique , os acontecimentos da narração.
História muito interminável,entremeadas nos dramas das peripécias .
Povoada de um despotismo de personagens,tanto maiis como na sagrada escritura.
História que tão grande pra contar de inteira havia de passar mais de anos... sem nem parar pra comer ou dormir
Não guardo de meu uso conto.
Faço mesmo gosto de contar e recortar.
Só por diversão de ver as caras mudarem de jeito quando a história ,muda de jeito , escolhos as parte s curtas , que dão bom lugar de começo meio e um bom ponto certo de paragem... Fim ? Não ... que só com morte ou cataclismo...
Então eu conto: Era uma vez um lugar muito triste perdido nos longes do sertão. Nos meses de verão a chuva deixava de cair. Os rios secavam e as terras rachava
Mas apesar disso tinha gente que vivia ali trabalhando a terra muitas vezes sucumbia ao correr da estiagem de fome,de sede,de espera.

( começo da peça teatral O TESTAMENTO DO CANGACEIRO ) 

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